Na entrada da casa,
entre o jardim e o lugar das cadeiras,
eu vi na coluna os traços feitos à lápis.
Um sobre o outro.
Centímetros do corpo, amor rupestre.
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entre o jardim e o lugar
Maio 5, 2008Cidade Solar
Março 4, 2008O mapa da minha cidade está pregado no lado de dentro da minha pele. Bem esticadim. Todo furado com pequenos objetos de metais vermelhos de onde supostamente jorraria água. O céu sobre minha cidade de tempos em tempos é riscado de um horizonte ao outro por uma nuvem branca de fumaça de avião. É um avião muito mínimo e misterioso, a gente quase nunca vê. Os ventos da minha cidade saem de ventiladores gigantes situados lá na ponta mansa e de acesso proibido. Esses ventiladores estão ali pra soprar os navios até o porto. Eles são brancos e têm 3 hélices – os ventiladores, claro. Na minha cidade é perigoso abrir um livro no meio da rua, a gente pode cegar ou morrer atravessada por raios solares. Aqui as pessoas têm a capacidade a-plínica de surgirem subitamente para ilustrar a história que conto. E todos esses sabem o nome verdadeiro da cidade.