Arquivo da categoria ‘carolline’

sobre ventos e calafrios

Novembro 16, 2008
as folhas do calendário voam, como os meus cabelos que cresceram e se deixam levar pelos ventos da janela. ainda não li aquele livro que você me emprestou, mas mantenho ele destacado dos outros, que assim um dia eu pego e começo a ler. ou pelo menos então, passo tardes inteiras pensando em você. eu sou como um grande catavento que muda de direção. tenho me soprado bastante para ver se me vento. se vento ou tenho calafrios pra me percorrerem a nuca, que agora se esconde um pouco debaixo dos cabelos. e o verão já é quase. e o verão já é quase. o céu do verão é mais bonito, e não sei porque. e é a única época do ano que eu realmente gostode ficar na piscina. acho que é porque é a única época do ano em que o sol a cobre por quase todo dia… ou talvez sejam apenas as boas lembranças que me visitam. domingos de praia e almoços ao som de belchior. sem cabelos cortados, sem frio ou tempo contado em calendários…
bom pessoal, este não é o meu post sobre aceleração, na verdade é um texto que acabei de escrever no meu blog, mas senti vontade de posta-lo aqui também. ultimamente tenho percebido o quanto os dias estão passando rápido… hoje por exemplo quando peguei o calendário que fica em cima da minha mesa, vi que ele ainda estava marcando o mês de setembro! e não sei se é o verão chegando ou se são os meus ventos mesmo, mas toda essa velocidade só fazem as coisas andarem mais devagar em mim, assim como as lembranças de épocas em que a aceleração não era tão presente na minha vida.
um abraço grande, caroll.

carta a ninguém

Setembro 23, 2008

amor meu, espero tua volta. passei 120h do dia seguinte acordada pois tua ausência faz o sono se fazer também ausente. e de pensar em toda lentidão do corpo, espreguiço, copos de vinho na cama à espera. bebo um ou dois, dancei frente à sobra, três, debaixo do chuveiro. tomei mais um copo e coloquei as roupas pra secar. fiz o jantar: dois pratos na mesa, bocas famintas. mas você não estava. comi e me comi, mas pode deixar que te guardei um pedaço dentro de mim. escrevo a mim mesma, mas ainda sem esperança que eu me leia.

e como se tudo acontecesse na leveza

Agosto 4, 2008

existe um livro que nomeia as coisas (e explica tudo) tudo que você quiser saber. mas ela tem sentido coisas que não se acha no livro. todo dia levanta cedo e sem saber porquê se arruma pega o ônibus e desce. ela entra num escuro vazio onde não se vê pôr-do-sol e os cheiros são de coisa velha e guardada. no não saber porquê, ela espera. continua. passou por algumas coisas que tornaram a espera uma boa companheira. do suportar as coisas. então, no que diz o livro, ela suporta dores. guarda-as pra si e espera. e como se tudo acontecesse na leveza, ela vai.