Arquivo da categoria ‘5 - termômetro’

Não sento. Nonsense.

Maio 18, 2008

Ando sem memória. No assunto está termômetro, no corpo se fala de tempo, de niños e niñas. O desejo é que meu entendimento seja o entendimento de todos para alcançar uma coerência. Me assusta esta falta de memória, o caráter no-sense: a loucura. Mas a loucura é simplesmente a interpretação dos sãos, logo para ter loucura é preciso ter “sãos”, estes formam conceitos para instituir o que é o louco, o louco é tudo aquilo que foge dos parâmetros do normal, talvez uma falta de entendimento, uma má interpretação é o bastante para largarmos a citação julgadora (muito sútil): “tá maluco”??, esquecendo de aspectos culturais, desfazendo da maneira diferente de pensar, sim este texto é uma lamentação, pois esta semana li sobre a vida de Nise da Silveira e seu trabalho fantástico com os loucos dando vasão as suas expressões, realizando trabalhos maravilhosos, muitos no acervo do museu do inconciente, Arthur Bispo do Rosário foi outro que ao darem a condição de liberar seu “inconsciente à céu aberto” (Lacan) realizou obras magníficas hoje expostas em museus internacionais, faça o teste, vá no google e digite: Bispo do Rosário e veja suas obras.
Em toda a história sempre tem algum que sai da conduta, Bispo do rosário, Nise da Silveira, Van Gogh, Chaplin e é isso que nos enriquece, vocês que escrevem este blog, que pensam diferente de mim e que construímos por isso.
Não me levem à mal, mas hoje o sentimento tá na ponta do dedo, despejo-o para o universo ciber via teclado e coração, partilho com vocês e sinto a necessidade de correr, de beber água, chocolate e abraçar alguém.
Hoje é Rio de Janeiro, domingo de sol e eu brindo a vida com vocês amigos. Sem sanidade, sem preconceito.

Temperatura média

Maio 10, 2008

Impossível não pensar no futuro , principalmente, nas coisas que acontecem no presente e que deixarão rastros no passado.

Por isso me pergunto: como sobreviver sendo uma pessoa mediana?

Escrevo textos medianos, faço comentários medianos, tenho atitudes medianas, tudo é muito mediano quando se trata de Paula.

Não é fácil passar a vida inteira tentando ser você mesmo (o que não é igual a ser mediano) e não ver destaque, não ver diferença em seus atos. E olha que não sou de dormir no ponto, mas a tristeza vai me brecando aos poucos.

Meu termômetro não vai a zero e nem a menos, não vai a 100 e nem a mais. Mediano!

Texto escrito após assistir Dogville.